Pouco a pouco tá tudo voltando ao normal aqui em casa. Nosso little man já estava precisando voltar à rotina, rever seus amiguinhos da escola, brincar no seu quarto e matar as saudades da Lola.
Eu confesso que a volta do Brasil, para mim, nunca é fácil. São vários dias me sentindo nostálgica, com saudades de tudo o que não encontro aqui (açaí, suco de milho, pamonha, suco de graviola, jaboticaba, e muitos etcs...), de todos que tanto amo e que estão tão longe, mas, pouco a pouco, tudo acaba voltando ao normal.
Voltei com muitas resoluções novas, com a energia renovada e com vontade de curtir esse verãozão europeu que está quase chegando! Vamo que vamo....
03 abril 2013
24 fevereiro 2013
13 de janeiro
Estes dias estava lendo a revista TPM, uma edição sobre como a vida é perfeita nas redes sociais. Ontem mesmo saí com a Vavá que tocou no assunto.
Eu levo uma semana querendo escrever este post, sem saber nem como, nem por onde começar, simplesmente porque sempre (ou quase sempre) escrevo sobre momentos alegres e bonitos da vida, talvez inspirada pelas letras de uma música popular (acho que do Caetano) que diz que tristeza não dá ibope, ou seja, todos já temos problemas demais para eu expor ou falar dos meus aqui.
Mas eu vi tantos blogs bonitos sobre temas tristes, onde as pessoas expõem seu ponto de vista, compartilham experiências de vida, e decidi seguir meu coração e registrar o que sinto, já que foi um momento importante demais para simplesmente virar a página e esquecer.
No dia 13 de janeiro senti aquela felicidade imensa, novamente. A felicidade de saber que estava grávida, do nosso segundo bebê, o tão esperado irmãozinho/a do nosso little man. Foram 9 semanas de alegria, com alguns altos e baixos, já que com uma criança em casa e um trabalho super estressante (muitas viagens e compromissos), plus uma virose horrível que eu tive na semana 4 - notei que essa gravidez tinha chegado na hora certa mas também percebi que, com a nova vida que levamos, trairia novos e diferentes desafios.
Confesso que, desde o início, sentia uma grande diferença da minha primeira gravidez. Não tive nada de enjôos, nada de aversão a cheiros e comidas, mas sentia muito cansaço e a barriga muito inchada, bem maior que o normal para a semana em que estava.
Foi na sexta-feira, dia 15 de fevereiro, quase completando 9 semanas, que comecei a sangrar. Dois dias antes tive muita dor de cabeça, e um pouco de febre. Fui ao médico, o meu pequeno grãozinho estava ali, tudo bem, tinha crescido - recomendação: repouso absoluto. As próximas 48 horas foram de muita ansiedade e tristeza. Fiquei na cama, só levantava para ir ao banheiro (muitas vezes!), e a cada ida constatava que, ao invés de melhorar, meus sangramentos pioravam.
Não sei explicar, mas eu sentia que alguma coisa ia mal. Naquele dia li muitos relatos de outras mulheres que passaram pela mesma experiência, umas com final feliz, outras não. Foram horas de enorme tristeza, e angústia, de saber que naquele momento eu não podia fazer nada, simplesmente relaxar e deixar a natureza seguir seu curso.
Sempre respeitei a natureza, sua força, mas nunca tinha 'enfrentado' essa força tão de frente. Sim, talvez no parto do Max, mas foi tudo tão tranquilo e tudo fluía, que posso dizer que no dia 15 de fevereiro, eu senti como somos pequenos perto desta senhora quando ela decide mudar o curso das coisas.
Dormi, sem me mexer, rezando para o dia seguinte ser melhor, e para aquela agonia acabar. Quando acordei, fui ao banheiro, e o que eu mais temia aconteceu - ali, sozinha, em poucos segundos, perdi minha tão sonhada gravidez.
Fomos ao médico, e ele confirmou - aborto espontâneo completo.
Nós não tínhamos contado da gravidez para quase ninguém, esperando nossa viagem ao Brasil na semana que vem. Mas, do aborto, inexplicavelmente senti uma necessidade imensa de compartilhar com as pessoas que amo, e com as pessoas que fazem parte do meu dia a dia. Talvez por necessidade de aliviar a carga, porque contar faz parte da cicatrização, ou simplesmente porque assim elas entendem que estou feito um tatu-bola, de luto, assimilando o que aconteceu no meio de um turbilhão hormonal.
Foram somente 9 semanas, mas de imensa alegria! A vida continua, sem este filho ou filha, sem esta sementinha que não teve como germinar e crescer, mas que durante 9 semanas nos fez muito, mas muito feliz. E isso eu queria muito deixar registrado aqui.
Eu levo uma semana querendo escrever este post, sem saber nem como, nem por onde começar, simplesmente porque sempre (ou quase sempre) escrevo sobre momentos alegres e bonitos da vida, talvez inspirada pelas letras de uma música popular (acho que do Caetano) que diz que tristeza não dá ibope, ou seja, todos já temos problemas demais para eu expor ou falar dos meus aqui.
Mas eu vi tantos blogs bonitos sobre temas tristes, onde as pessoas expõem seu ponto de vista, compartilham experiências de vida, e decidi seguir meu coração e registrar o que sinto, já que foi um momento importante demais para simplesmente virar a página e esquecer.
No dia 13 de janeiro senti aquela felicidade imensa, novamente. A felicidade de saber que estava grávida, do nosso segundo bebê, o tão esperado irmãozinho/a do nosso little man. Foram 9 semanas de alegria, com alguns altos e baixos, já que com uma criança em casa e um trabalho super estressante (muitas viagens e compromissos), plus uma virose horrível que eu tive na semana 4 - notei que essa gravidez tinha chegado na hora certa mas também percebi que, com a nova vida que levamos, trairia novos e diferentes desafios.
Confesso que, desde o início, sentia uma grande diferença da minha primeira gravidez. Não tive nada de enjôos, nada de aversão a cheiros e comidas, mas sentia muito cansaço e a barriga muito inchada, bem maior que o normal para a semana em que estava.
Foi na sexta-feira, dia 15 de fevereiro, quase completando 9 semanas, que comecei a sangrar. Dois dias antes tive muita dor de cabeça, e um pouco de febre. Fui ao médico, o meu pequeno grãozinho estava ali, tudo bem, tinha crescido - recomendação: repouso absoluto. As próximas 48 horas foram de muita ansiedade e tristeza. Fiquei na cama, só levantava para ir ao banheiro (muitas vezes!), e a cada ida constatava que, ao invés de melhorar, meus sangramentos pioravam.
Não sei explicar, mas eu sentia que alguma coisa ia mal. Naquele dia li muitos relatos de outras mulheres que passaram pela mesma experiência, umas com final feliz, outras não. Foram horas de enorme tristeza, e angústia, de saber que naquele momento eu não podia fazer nada, simplesmente relaxar e deixar a natureza seguir seu curso.
Sempre respeitei a natureza, sua força, mas nunca tinha 'enfrentado' essa força tão de frente. Sim, talvez no parto do Max, mas foi tudo tão tranquilo e tudo fluía, que posso dizer que no dia 15 de fevereiro, eu senti como somos pequenos perto desta senhora quando ela decide mudar o curso das coisas.
Dormi, sem me mexer, rezando para o dia seguinte ser melhor, e para aquela agonia acabar. Quando acordei, fui ao banheiro, e o que eu mais temia aconteceu - ali, sozinha, em poucos segundos, perdi minha tão sonhada gravidez.
Fomos ao médico, e ele confirmou - aborto espontâneo completo.
Nós não tínhamos contado da gravidez para quase ninguém, esperando nossa viagem ao Brasil na semana que vem. Mas, do aborto, inexplicavelmente senti uma necessidade imensa de compartilhar com as pessoas que amo, e com as pessoas que fazem parte do meu dia a dia. Talvez por necessidade de aliviar a carga, porque contar faz parte da cicatrização, ou simplesmente porque assim elas entendem que estou feito um tatu-bola, de luto, assimilando o que aconteceu no meio de um turbilhão hormonal.
Foram somente 9 semanas, mas de imensa alegria! A vida continua, sem este filho ou filha, sem esta sementinha que não teve como germinar e crescer, mas que durante 9 semanas nos fez muito, mas muito feliz. E isso eu queria muito deixar registrado aqui.
09 fevereiro 2013
Corre corre danado
Minhas amigas sempre perguntam como consigo conciliar a vida de mãe, esposa, amiga e trabalho com tantas viagens e eventos.... juro que não sei. Acho que com uma boa (muito boa!) dose de bom humor!
Desde que começou o ano já estive em Frankfurt (lançamento do lounge do Karim Rashid pra HP), Milão (evento sobre o futuro da impressão de jornais) e Londres (bate e volta para uma reunião com o pessoal da agência Porter Novelli).
Semana passada tivemos um evento de fotografia com a participação do fotógrafo Joel Meyerowitz, do publisher Michael Mack, o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson e o TED speaker Magnus Lindkvist.
Ou seja, tédio é palavra que não figura no meu vocabulário estes dias.... e meu celular também não para de registrar momentos e coisas interessantes nestas andanças e eventos. Abaixo um snapshot das últimas semanas pra vocês.
Desde que começou o ano já estive em Frankfurt (lançamento do lounge do Karim Rashid pra HP), Milão (evento sobre o futuro da impressão de jornais) e Londres (bate e volta para uma reunião com o pessoal da agência Porter Novelli).
Semana passada tivemos um evento de fotografia com a participação do fotógrafo Joel Meyerowitz, do publisher Michael Mack, o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson e o TED speaker Magnus Lindkvist.
Ou seja, tédio é palavra que não figura no meu vocabulário estes dias.... e meu celular também não para de registrar momentos e coisas interessantes nestas andanças e eventos. Abaixo um snapshot das últimas semanas pra vocês.
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25 janeiro 2013
Happy Friday
Sim, sim, que delicia receber um pacote no correio, principalmente do pessoal da La Casita de Wendy, porque sempre vem cheio de surpresas bonitas.
Eles estão de 'rebajas' agora (aproveitem!) e também lançaram (ou relançaram) algumas peças de coleções antigas e aproveitei para comprar o vestido Shapes.
No detalhe do embrulho a Inés colocou uma florzinha linda e imaginem quem ficou encantado com a lembrança ;-)
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20 janeiro 2013
Primeiro projeto de 2013
Comecei o ano a todo vapor, com uma roda de prensa em Frankfurt, na feira de design de interiores Heimtextil. Fizemos uma parceria com o designer Karim Rashid que desenhou o lounge do stand da HP. Foi muito trabalho, mas muito gratificante. A feira é bem interessante, principalmente para quem curte tecidos e papel de parede. Muitas coisas bonitas pra ver e fazer.
Próximo evento - impressão digital de jornais, em Milão, dia 28.
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05 janeiro 2013
Amigas (digitais)
Sim, sim, ano novo, cheio de esperança, amor, alegria e.... amizades! Aniversário e ano novo são datas especiais para mim, que me fazem repensar a vida, os projetos, os planos do presente e do futuro...
E aniversário de filho então, tem coisa mais especial para uma mãe? Nunca esquecerei do dia que o Max nasceu... foi o dia mais importante da minha vida de filha, de esposa, de mãe e mais importante - de mulher! Neste dia eu soube o que era ser mulher 100%, e como é bonito gerar uma nova vida, como te faz conectar com a natureza de uma maneira feroz, animal, forte. Sempre fui muito de terra, de gostar de sentir o calor da areia na praia, o calor do sol na pele, o cheiro de grama cortada - mas nada disso se compara com a força do parto! Ali sim eu realmente conectei com a força da natureza, tão ausente neste mundo urbano em que vivo.
Hoje estou à flor da pele, e na real o motivo deste post não era falar do parto ou do ano novo e sim das amizades na blogosfera. Sim, este novo tipo de amizade que surgiu com o mundo digital, uma amizade que não tem idade, não tem geografia, não tem classe social, mas que tem paixão. Sim, você compartilha paixões, interesses, hobbies, alegrias, tristezas, dúvidas, e muitos etcs....
Desde que comecei a escrever o Coisas Minhas, fiz amizades lindas na blogosfera. Algumas destas pessoas eu conheci pessoalmente em encontrinhos que organizamos, outras ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas a amizade continua forte no mundo online. Estes amigos nunca me julgaram por ter abandonado o blog por tempos indeterminados, sempre me receberam de braços abertos, apesar de ter ignorado o meu e os seus blogs durante alguns meses. Algumas destas amizades já existiam no mundo real, mas 'faded away' pela distância geográfica, outras começaram no mundo virtual e se tornaram reais no mundo físico.... Adoro todas elas, adoro todas suas histórias, adoro todas suas experiências, admiro suas maneiras de ver o mundo e de viver a vida.
Queridas, um feliz 2013 pra vocês, muito sucesso, paz, saúde e amor! E que o ano novo chegue cheio de aventuras e momentos especiais pra vocês!
Paula Bertone (blog Orangotango) - Paraty, Brasil
E aniversário de filho então, tem coisa mais especial para uma mãe? Nunca esquecerei do dia que o Max nasceu... foi o dia mais importante da minha vida de filha, de esposa, de mãe e mais importante - de mulher! Neste dia eu soube o que era ser mulher 100%, e como é bonito gerar uma nova vida, como te faz conectar com a natureza de uma maneira feroz, animal, forte. Sempre fui muito de terra, de gostar de sentir o calor da areia na praia, o calor do sol na pele, o cheiro de grama cortada - mas nada disso se compara com a força do parto! Ali sim eu realmente conectei com a força da natureza, tão ausente neste mundo urbano em que vivo.
Hoje estou à flor da pele, e na real o motivo deste post não era falar do parto ou do ano novo e sim das amizades na blogosfera. Sim, este novo tipo de amizade que surgiu com o mundo digital, uma amizade que não tem idade, não tem geografia, não tem classe social, mas que tem paixão. Sim, você compartilha paixões, interesses, hobbies, alegrias, tristezas, dúvidas, e muitos etcs....
Desde que comecei a escrever o Coisas Minhas, fiz amizades lindas na blogosfera. Algumas destas pessoas eu conheci pessoalmente em encontrinhos que organizamos, outras ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas a amizade continua forte no mundo online. Estes amigos nunca me julgaram por ter abandonado o blog por tempos indeterminados, sempre me receberam de braços abertos, apesar de ter ignorado o meu e os seus blogs durante alguns meses. Algumas destas amizades já existiam no mundo real, mas 'faded away' pela distância geográfica, outras começaram no mundo virtual e se tornaram reais no mundo físico.... Adoro todas elas, adoro todas suas histórias, adoro todas suas experiências, admiro suas maneiras de ver o mundo e de viver a vida.
Queridas, um feliz 2013 pra vocês, muito sucesso, paz, saúde e amor! E que o ano novo chegue cheio de aventuras e momentos especiais pra vocês!
Paula Bertone (blog Orangotango) - Paraty, Brasil
Fernanda Franken (Mamma Mini) - São Paulo, Brasil
Flavia Fiorillo (blog Mamãe Sabe Tudo) - São Paulo, Brasil
Carrie Tyler (The Franglaise) - Paris, França
Fernanda Ávila (blog Nana e Lili) - Curitiba, Brasil
Carol Passuello (blog Vinhos, Viagens, uma vida comum e dois bebês) - São Paulo, Brasil
Patricia Papp (blog Coisas de Mãe) - Curitiba, Brasil
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