15 outubro 2012

minha Preta

Preta by Dona Laura (1981)
Preta by Bianca (2012)
A minha avó, mãe da minha mãe, era filha de imigrantes italianos, que chegaram no Brasil na época do ápice da imigração italiana no nosso país. Meus bisavós se instalaram na cidade de Ribeirão Preto onde ainda hoje vivem vários parentes meus e primos da minha mãe. São os Codognotto (bisavô) e Coleone (bisavó).

Em Ribeirão Preto meu bisavô, Luigi, era alfaiate de renome e suas filhas tinham um ateliê de alta costura, onde minha avó também trabalhou antes de se casar e mudar pra São Paulo.

Quando eu era menina, lembro da minha avó, Dona Laura, sempre rodeada de moldes de papel e de giz de cera para marcar tecidos. Ela e sua inseparável máquina de costura. Ela trabalhou nas fábricas Matarazzo durante anos, e sempre costurou suas próprias roupas e de sua família.

Estou contando tudo isso porque minha avó tinha feito uma boneca de pano para minha irmã e eu, que era pretinha e que minha irmã morria de medo (só fui saber muitos anos depois!). Eu adorava esta boneca que com o passar dos anos ficou velhinha se acabou sumindo em alguma das várias mudanças de casa da nossa família.

Em julho quando estive em Curitiba, a minha mãe me fez uma surpresa linda e encomendou uma boneca igualzinha à que a minha vó Laura tinha feito. E o melhor de tudo - foi a minha prima Bianca que fez! 

Fiquei muito emocionada quando vi a boneca - parecia que eu tinha voltado a ter 8 anos de idade... aqui uma fotinho da Preta pra vocês.

Obrigada mãe, obrigada Bi, obrigada vó Laura... saudades de ti.

Um comentário:

Raquel R. Mohtadi disse...

Oi filhota!!! fico emocionada com suas palavras. Este sentimento de família, de amor pela Vó Laura é tão verdadeiro!!! Ela era uma pessoa adorada. Deixou, além das lembranças materiais como a bonequinha, toalhinhas feitas de crochê, tapetes, fantasias de danças nas escolas e mais uma infinidade de coisas, todo o amor que transmitiu de maneira suave a nós e às pessoas que conviveram com ela e que hoje se multiplica através das lembranças daquela mulher amada que sofreu tanto e ainda assim, tinha um coração que abrigava a todos com doçura e amor.
Minha mãe era uma pessoa muito especial. Deixou seu carimbo gravado em todos nós!!! Vó Laura!!!
Beijo filhota, quando me emociono nem sei como escrever o que sinto, as palavras não expressam o que tenho no coração.

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